E foi por que a escola decidiu implementar o Projeto de Autonomia e Flexibilidade Curricular no 1º, 5º e 7º ano, projeto que encerra uma valorização da escola como promotora de aprendizagens para a vida. E foi por que a escola se mobilizou para conhecer e implementar os normativos de suporte publicados. E foi por que se entendeu muito importante envolver os encarregados de educação nesta dinâmica, que se decidiu integrar esta temática, na já tradicional tertúlia, tendo-se por objetivo construir cumplicidades no aprender e ensinar a SER, a SABER e a FAZER, para que escola e família possam coresponsabilizar-se na preparação dos alunos para o amanhã.      

  Esta temática ganha todo o sentido, pertinência, relevo e atualidade. Todos: pais, escola e sociedade em geral, querem alunos que se tornem “CIDADÃOS”, aptos a enfrentar os desafios do futuro em constante mutação. Foi, por isso, nosso objetivo privilegiar a aproximação entre a escola e a comunidade, apresentar a Pais / Encarregados de Educação os grandes desafios da educação dos tempos atuais, valorizar e dignificar o papel da Escola dando importância a todos os saberes (artes, humanidades, matemática…) na construção de “CIDADÃOS” aptos a enfrentar os desafios do presente e do futuro e olhar a Escola como alicerce para o mundo do trabalho. À escola pede-se que prepare os jovens para que sejam capazes de construírem autonomamente a sua capacidade de criar e intervir num mundo cada vez mais global. E é por que “É preciso uma aldeia para educar uma criança!” que pretendemos envolver, pais, professores e comunidade educativa em geral.

Convidamos para vir passar e enriquecer o serão a Dr.ª Nádia Ferreira, da Direção Geral de Educação e a Dr.ª Cristina Fonseca, Consultora de Recursos Humanos, que prontamente se disponibilizaram a estar connosco. A primeira para trazer junto de todos nós o que se pede à Escola para preparar o(s) futuro(s) e como fazê-lo. A segunda, complementando o que espera os nossos alunos, quando cumprirem o seu percurso académico obrigatório e procuram ingressar no mundo do trabalho, ou prosseguir estudos. Ambas com entusiasmo, mestria e simplicidade comunicativa cativaram e prenderam a atenção de todos os participantes, pais e docentes. Recorrendo a um formato menos convencional e formal, por entre uma chávena de chá ou café e um bolinho, foram dando pinceladas de práticas de intervenção eficientes, da cumplicidade entre família e escola na aprendizagem da matemática, do valor da ida ao teatro e ao museu, do como o teatro e a música são “terrenos” de flexibilidade curricular e áreas fortes de comunicação, da construção de um curriculum vitae vencedor, da preparação de uma entrevista atrativa… num discurso muito fluente, num encontro agradável de quase três horas.

  O mote foi dado pelos alunos do Clube de Música e Teatro orientados pelas docentes responsáveis, Profª Ana e Clotilde. Celebraram abril, (re) criaram a figura do digníssimo Patrono, fizeram uma incursão pelo mundo dos afetos, abordaram o relacionamento entre pais e filhos e, com humor, brincaram com as siglas e seus significados, por entre as já muitas reformas vividas na escola.

Os objetivos foram atingidos sobretudo para todos aqueles, pais e professores, que olham as questões da educação com paixão e desassossego construtivo. A tertúlia foi por tudo isto um tempo que valeu a pena, um tempo para refletir, para partilhar saberes, experiências e deixar testemunhos e preocupações.

Registo fotográfico da atividade:

 

A CDT 2º ciclo
Profª Lúcia Ribeiro