PENSAMENTO DO DIA


"Viver não tem nada a ver com isso que as pessoas fazem todos os dias,
viver é precisamente o oposto, é aquilo que não fazemos todos os dias."

AFONSO CRUZ 

Eventos em destaque_

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DIA DA LEITURA
EM VOZ ALTA

No dia 5 de fevereiro, a nossa escola celebrou o Dia Mundial da Leitura em Voz Alta, em articulação com Plano Cultural de Escola, cuja temática deste ano — “Acordar na Rua do Mundo”, da poetisa Luíza Neto Jorge — nos convida a despertar para a palavra, para o outro e para o mundo que nos rodeia.

Inspirados por esta linha orientadora, reunimos a comunidade educativa e lançámos o desafio a alunos, professores e funcionários para que dessem voz aos textos selecionados, criando pequenos vídeos onde a leitura se transformou num momento de partilha e descoberta. 




Vídeos


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PROJETO DE
FLUÊNCIA LEITORA

O Projeto de Fluência Leitora a implementar no presente ano letivo nos alunos do 2.º e 4.º anos do AEN surge na sequência do diagnóstico realizado pelo psicólogo escolar, que permitiu identificar e estratificar grupos de alunos de acordo com as suas dificuldades específicas ao nível da velocidade, precisão, oralidade e prosódia.
Este projeto assume-se como um ponto de partida para uma intervenção atempada e diferenciada, promovendo práticas sistemáticas de leitura orientada. Conta com o apoio da Biblioteca Escolar, que dinamizará atividades de promoção da leitura, reforçando a expressividade, a entoação e o ritmo, contribuindo para o desenvolvimento da oralidade e para a consolidação de competências leitoras essenciais ao sucesso educativo.

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ESSÊNCIA DO QUOTIDIANO
Visita à exposição

Entre os dias 23 e 30 de janeiro, os alunos do 3.º e 4.º ano do CEN de Santar e Carvalhal Redondo realizaram uma visita de estudo à Biblioteca Municipal de Nelas, onde tiveram a oportunidade de conhecer a exposição “Essência do Quotidiano: uma exposição fotográfica sobre o amor silencioso dos dias comuns”, da autoria da fotógrafa Marta Menano.
Composta por 30 fotografias, esta mostra mergulha no universo íntimo das famílias, revelando a beleza escondida nos gestos simples e nos momentos aparentemente banais do dia a dia. Através de imagens autênticas e cheias de significado, a exposição convida o público a desacelerar e a valorizar o amor silencioso presente nos dias comuns.

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DESTAQUE DO MÊS_

Nobel da Literatura 1958

BORIS PASTERNAK

Boris Pasternak nasceu em Moscovo, em fevereiro de 1890, numa família judia. Passou algum tempo na Alemanha, onde estudou filosofia, antes de regressar à capital russa em 1914. De volta a Moscovo, juntou-se ao círculo dos poetas futuristas e deu os primeiros passos na poesia.

O reconhecimento chegou com o seu terceiro livro, Minha Irmã, a Vida (1917), que durante anos circulou apenas em cópias manuscritas até ser publicado, em 1922. Nos anos 30, Pasternak enfrentou várias dificuldades para continuar a escrever e traduzir. Em 1947, conheceu Olga Ivínskaia, a mulher que inspiraria a famosa personagem Lara de Doutor Jivago, o romance que começou a escrever no pós-guerra.

Doutor Jivago foi publicado pela primeira vez em Itália, em 1957, e valeu-lhe o Prémio Nobel da Literatura no ano seguinte. No entanto, a liderança soviética reagiu com hostilidade, forçando o escritor a recusar o prémio para evitar represálias.
Pasternak morreu em 1960, na localidade de Peredelkino, perto de Moscovo. Ironia do destino, Doutor Jivago só seria publicado oficialmente na União Soviética quase trinta anos depois, em 1988.
Filha Da-Fortuna

Li e gostei...

por Paula Santos (docente de português)

“Romance de Dom Dinis, El-Rey que
(nom) fez tudo quanto quis”

 de Natália Constâncio

Tenho uma predileção por romances históricos e li recentemente o “Romance de Dom Dinis, El-Rey que (nom) fez tudo quanto quis”. A obra conseguiu transportar-me para o ambiente do século XIII e envolver-me no enredo, com as personagens, através de uma linguagem própria da época, elevada com delicadeza pela escrita notável e sensível da autora Natália Constâncio.

Por outro lado, considerei muito interessante o recurso à mestria oratória de Padre António Vieira como mote para a demanda ficcional da narradora homodiegética pela busca de informação acerca do casal real, D. Dinis e D. Isabel.


Na verdade, a obra transporta os leitores para o ano de 1674, onde uma nobre romeira portuguesa percorre as ruas históricas de Roma, refletindo sobre a grandeza da cidade e os ecos do passado que a envolvem. 

Ao chegar à Igreja de Santo António dos Portugueses, ela testemunha o sermão da Rainha Santa, proferido pelo emblemático Padre António Vieira. De regresso a Portugal, a protagonista embarca numa jornada de investigação nos acervos documentais, onde é revelada a ligação singular entre Dom Dinis e Dona Isabel, explorando temas como a influência da literatura provençal e a ligação cultural entre Portugal e Aragão.

Com um enfoque psicológico marcante, a narrativa destaca a complexidade emocional de Dona Isabel, dividida entre dois amores sublimes: a sua devoção a Deus e o profundo sentimento que nutre por Dom Dinis. Esta obra não é apenas um romance de época, mas uma profunda reflexão sobre a condição humana, as relações afetivas e a riqueza do legado literário.

Por último, este romance histórico condensa ecos das raízes mais profundas da nossa literatura, desde a poesia trovadoresca, passando pelos romances de cavalaria, as crónicas historiográficas, culminando no mais subtil lirismo. O “Romance de Dom Dinis, El-Rey que (nom) fez tudo quanto quis”, de Natália Constâncio, estimula o leitor a deixar emergir a sua imaginação sobre essa época e os seus acontecimentos. Fica o convite à leitura.

DESTAQUE NAS BIBLIOTECAS_

Os fantasmas nao batem a porta
A Rainha das Rãs
Davide Cali


Biblioteca CEN
1507 1
Faz Diferença

Jacinto Lucas Pires 


Biblioteca CEN
O Museu
O jardim de Babaï

Mandana Sadat


Biblioteca CEN
O Museu-dos-Misterios
Quarto Escuro 
Inês Barata Raposo

Biblioteca EBFA
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AE NELAS | 2026