THREE POEMS

do not think he is homeless
he simply lost his keys
and for the past four months he’s been sleeping
in front of a furniture store

you might think he’s uncomfortable
all doubled up like that
in fact he’s an acrobat
and finds this posture handy for dozing

what makes you think he’s dead
so what if he isn’t breathing
what else do you expect from a yoga master
who can hold their breath for years at a time,

almost forever, to be exact


SEMYON KHANIN

Eventos em destaque_

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ELOS
FESTIVAL LITERÁRIO

O Festival Literário de NelasELOS 2026 decorreu entre 17 e 24 de abril, reunindo escolas, famílias e comunidade em torno da leitura. Sob o tema “Escritores e Autores do Coração do Dão”, homenageou autores ligados ao território e evocou António Lobo Antunes. O programa incluiu concursos de leitura, sessões de conto, teatro, tertúlias, encontros com escritores, maratonas de leitura e atividades intergeracionais. Destacaram-se iniciativas dinamizadas pelas bibliotecas escolares, professores e famílias, promovendo criatividade, pensamento crítico e gosto pelos livros. Com forte participação da comunidade educativa, o ELOS 2026 consolidou-se como um importante evento cultural do concelho de Nelas.



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PROJETO 
Correio dos Afetos

O projeto “Correio dos Afertos”, é um projeto, envolve alunos do 2.º ano do 1.º Ciclo dos Agrupamentos de Escolas de Santa Comba Dão e de Nelas. A iniciativa pretende promover a leitura, a escrita e a partilha de afetos através de uma dinâmica de correspondência entre turmas, articulada pelos professores bibliotecários e docentes titulares. Ao longo do ano, os alunos participarão em três ações principais: criação de postais de Natal, elaboração de uma carta coletiva sobre a escola e a comunidade local, e construção de marcadores de livros acompanhada de uma reunião online entre todas as turmas. O projeto visa desenvolver competências de expressão escrita, criatividade, comunicação e interação social, valorizando simultaneamente a empatia, a cooperação e o respeito pelo outro. 

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HORA DO CONTO

Durante este mês, a Hora do Conto dinamizada no pré-escolar e no 1.º CEB foi dedicada ao Dia da Mãe e ao fascinante ciclo de vida do Bicho-da-Seda. As sessões proporcionaram momentos de escuta, descoberta e partilha, promovendo o gosto pelos livros e pela leitura. Através de histórias sobre o amor e o carinho das mães, as crianças refletiram sobre a importância da família, dos afetos e da gratidão. Em articulação com este tema, explorámos também a transformação do Bicho-da-Seda, despertando a curiosidade científica e a observação da natureza. Os alunos acompanharam, com entusiasmo, as diferentes fases do seu desenvolvimento, desde a lagarta até à formação do casulo. As atividades incluíram diálogos, ilustrações e trabalhos criativos, permitindo desenvolver competências de expressão oral, imaginação e sensibilidade ambiental.

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Adriana Videira

BIO

Adriana, 26 anos, licenciada em Biologia Celular e Molecular e mestre em Saúde Pública e Desenvolvimento, é mentora da Teach for Portugal na E.B.2,3 Dr. Fortunato de Almeida.
É apaixonada por cultura, especialmente teatro e cinema, e acredita profundamente no poder da empatia e das relações humanas. Defende a importância de abrandar o ritmo e de nos reconectarmos com o que nos rodeia — as pessoas e a natureza — como caminho para uma vida mais significativa e feliz.


1. O livro que estou a ler.
Marina, de Carlos Ruiz Zafón

2. O que levou a esse livro?
Sugestão da minha mãe para descansar a cabeça, já que ultimamente só tenho lido livros teóricos.

3. Um livro que nunca acabei.
Lord of the Flies em inglês. Comecei por lê-lo para praticar o meu inglês, mas tornou-se impossível de ler sem ir constantemente ao tradutor.

4. O livro que me marcou.
 "O Perfume" de Patrick Süskind, pela forma tão sinestésica como os cheiros e os ambientes são descritos. Acho que nunca um livro me puxou tanto para dentro da história através da imaginação.

5. Uma personagem inesquecível.
Sem cair muito no cliché, diria Viktor E. Frankl, de O Homem em Busca de um Sentido. Li o livro numa fase em que precisava mesmo de refletir sobre propósito e resiliência, e acabou por me marcar profundamente pela forma como transforma sofrimento em sentido.

6. Do livro ao filme. (melhor adaptação para cinema)
Não costumo ver adaptações cinematográficas dos livros que leio, precisamente porque gosto demasiado de criar o meu próprio imaginário enquanto leio. Sinto sempre que o filme acaba por limitar aquilo que o livro me fez imaginar.

7. Melhor sítio para ler.
Na cama antes de dormir, na praia ou num jardim.

8. Lia mais se…
Participasse num clube de leitura, onde teria um timing para ler determinado livro e a motivação de o poder discutir em grupo.

9. O que mudava nos livros?
Nada.

10. O nosso mundo precisa mais de...
vagar.
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DESTAQUE DO MÊS_

Nobel da Literatura 1958

BORIS PASTERNAK

Boris Pasternak nasceu em Moscovo, em fevereiro de 1890, numa família judia. Passou algum tempo na Alemanha, onde estudou filosofia, antes de regressar à capital russa em 1914. De volta a Moscovo, juntou-se ao círculo dos poetas futuristas e deu os primeiros passos na poesia.

O reconhecimento chegou com o seu terceiro livro, Minha Irmã, a Vida (1917), que durante anos circulou apenas em cópias manuscritas até ser publicado, em 1922. Nos anos 30, Pasternak enfrentou várias dificuldades para continuar a escrever e traduzir. Em 1947, conheceu Olga Ivínskaia, a mulher que inspiraria a famosa personagem Lara de Doutor Jivago, o romance que começou a escrever no pós-guerra.

Doutor Jivago foi publicado pela primeira vez em Itália, em 1957, e valeu-lhe o Prémio Nobel da Literatura no ano seguinte. No entanto, a liderança soviética reagiu com hostilidade, forçando o escritor a recusar o prémio para evitar represálias.
Pasternak morreu em 1960, na localidade de Peredelkino, perto de Moscovo. Ironia do destino, Doutor Jivago só seria publicado oficialmente na União Soviética quase trinta anos depois, em 1988.
Filha Da-Fortuna

Li e gostei...

por Paula Santos (docente de português)

“Romance de Dom Dinis, El-Rey que
(nom) fez tudo quanto quis”

 de Natália Constâncio

Tenho uma predileção por romances históricos e li recentemente o “Romance de Dom Dinis, El-Rey que (nom) fez tudo quanto quis”. A obra conseguiu transportar-me para o ambiente do século XIII e envolver-me no enredo, com as personagens, através de uma linguagem própria da época, elevada com delicadeza pela escrita notável e sensível da autora Natália Constâncio.

Por outro lado, considerei muito interessante o recurso à mestria oratória de Padre António Vieira como mote para a demanda ficcional da narradora homodiegética pela busca de informação acerca do casal real, D. Dinis e D. Isabel.


Na verdade, a obra transporta os leitores para o ano de 1674, onde uma nobre romeira portuguesa percorre as ruas históricas de Roma, refletindo sobre a grandeza da cidade e os ecos do passado que a envolvem. 

Ao chegar à Igreja de Santo António dos Portugueses, ela testemunha o sermão da Rainha Santa, proferido pelo emblemático Padre António Vieira. De regresso a Portugal, a protagonista embarca numa jornada de investigação nos acervos documentais, onde é revelada a ligação singular entre Dom Dinis e Dona Isabel, explorando temas como a influência da literatura provençal e a ligação cultural entre Portugal e Aragão.
Com um enfoque psicológico marcante, a narrativa destaca a complexidade emocional de Dona Isabel, dividida entre dois amores sublimes: a sua devoção a Deus e o profundo sentimento que nutre por Dom Dinis. Esta obra não é apenas um romance de época, mas uma profunda reflexão sobre a condição humana, as relações afetivas e a riqueza do legado literário.
Por último, este romance histórico condensa ecos das raízes mais profundas da nossa literatura, desde a poesia trovadoresca, passando pelos romances de cavalaria, as crónicas historiográficas, culminando no mais subtil lirismo. O “Romance de Dom Dinis, El-Rey que (nom) fez tudo quanto quis”, de Natália Constâncio, estimula o leitor a deixar emergir a sua imaginação sobre essa época e os seus acontecimentos. Fica o convite à leitura.

DESTAQUE NAS BIBLIOTECAS_

Os fantasmas nao batem a porta
A Rainha das Rãs
Davide Cali


Biblioteca CEN
1507 1
Faz Diferença

Jacinto Lucas Pires 


Biblioteca CEN
O Museu
O jardim de Babaï

Mandana Sadat


Biblioteca CEN
O Museu-dos-Misterios
Quarto Escuro 
Inês Barata Raposo

Biblioteca EBFA
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AE NELAS | 2026