Vídeo retirado do site: https://50anos25abril.pt

PENSAMENTO DO DIA


Primeiro eles procuraram os comunistas e eu não falei, porque não era comunista
Depois procuraram os judeus, e eu não falei, porque não era judeu.
Depois procuraram os católicos e eu não falei, porque era protestante.

Então vieram atrás de mim, mas aí já não havia ninguém para falar por mim.

Martin Niemoller, 1945

ACONTECEU_

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ELOS - 8.º Festival Literário
de Nelas

O 8º Festival Literário de Nelas, intitulado "À Volta de António Lobo Antunes", decorreu entre os dias 12 e 20 de abril de 2024, como uma celebração da literatura com foco na promoção da leitura na comunidade escolar. Inspirado pelo autor português António Lobo Antunes, que possui vínculos com a Vila de Nelas, o evento apresentou uma ampla gama de atividades, incluindo encontros com autores, música, teatro, feira do livro e exposições. Destacando-se a interação dos alunos com escritores renomados como André Pereira, Isabela Figueiredo e Ana Filipa Correia, o festival também ofereceu atividades específicas para crianças do 1º Ciclo, como "Histórias Cantadas" e o espetáculo "Palavreando". 

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CONCURSO_

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LeVA - Concurso de Leitura em VOZ ALTA

No dia 12 de abril, no Edifício Multiusos da Câmara Municipal de Nelas (CMN), deu-se início à 8ª edição dos "Elos com Concurso de Leitura em Voz Alta". Este evento congregou alunos do 3º ao 6º ano dos agrupamentos de Nelas e Canas de Senhorim numa competição que valoriza a expressão oral e o amor pela leitura. Para além disso, foram entregues prémios das "Cadernetas da Leitura" aos alunos do pré-escolar ao 4º ano do Agrupamento de Escolas (AE) Nelas, AE Canas de Senhorim e Jardim Escola João de Deus, reconhecendo o esforço e dedicação dos jovens leitores.



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DESTAQUE_

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50 ANOS DO 25 DE ABRIL

As Comemorações dos 50 anos do 25 de Abril têm como objetivo celebrar a conquista da liberdade e a consolidação da democracia. O Agrupamento de Escolas de Nelas e a Biblioteca Escolar desenvolveram um conjunto de atividades nas quais todos foram convidados a participar e a contribuir para a construção dos próximos 50 anos, onde a liberdade seja um valor fundamental para todos.







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DESTAQUE DO MÊS_

NATÁLIA CORREIA

Natália Correia (1923-1993) foi uma poetisa, escritora e figura destacada da cultura portuguesa do século XX. Nascida em Fajã de Baixo, na Ilha de São Miguel, nos Açores, a 13 de setembro de 1923, Natália destacou-se não só pela sua produção literária, mas também pelo seu papel ativo na sociedade como feminista, política e defensora da liberdade.

Iniciou a publicação de poesia na década de 1940, e ao longo da sua carreira, escreveu diversos livros de poesia, ensaios e peças teatrais. A sua obra reflete uma expressão lírica forte, abordando temas como o amor, a morte, a sensualidade e a condição feminina.

Para além do seu trabalho literário, Natália Correia foi uma figura proeminente na resistência à ditadura do Estado Novo em Portugal. Participou ativamente em movimentos culturais e políticos, sendo também uma das fundadoras do Movimento de Unidade Democrática (MUD), que lutava pela democratização do país.

Natália Correia foi uma defensora fervorosa dos direitos das mulheres e uma voz crítica contra as normas sociais conservadoras. Ocupou cargos públicos, sendo eleita deputada à Assembleia da República Portuguesa em 1976.

Faleceu em Lisboa a 16 de março de 1993. Natália Correia deixou um legado significativo na literatura portuguesa e na história política do país, sendo reconhecida como uma das vozes mais marcantes do seu tempo.

ALGUMA BIBLIOGRAFIA_

1507 1
O dever de deslumbrar
Filipa Martins 


1507 1
A Madona

821.134.3-3 COR  - EBNEL3288
821.134.3-3 COR  - ESNEL6273


O Museu
Entre a raiz e a utopia

821.134-3 COR - EBNEL 6067 


O Museu-dos-Misterios
A Senhora da Rosa - BIO
Maria Amélia Campos

Filha Da-Fortuna

Li e gostei...

por Paula Almeida

Torto Arado

 de Itamar Vieira Júnior
Editora: Leya

O torto arado foi-me oferecido por uma amiga da minha mãe, dizendo-me que eu ia gostar muito. Não se enganou. É um livro do autor barsileiro Itamar Vieira Júnior, e como muita literatura barsileira que tive o prazer de ler, tem uma linguagem doce, cantada e encantada.
A história começa de forma violenta, macabra. Duas irmãs, crianças, brincam com uma faca e cortam a língua sendo que, para uma delas, o corte é fatal e não mais volta a falar, senão pela voz da sua irmã.
A obra espelha a vida dura dos trabalhadores das fazendas do Brasil, os contrastes entre a gente humilde e os senhores, proprietários que exploram a mão de obra do povo, após a escravatura. Mas nas entrelinhas surge a questão: acabou mesmo a escravatura? Oficialmente sim, mas na verdade a condição humana, na forma como nos é apresentada, não.
Gostei de ler sobre a vida simples, despida de adornos, sobre a condição do povo, cuja riqueza está nas suas crenças e tradições. Gosto do misticismo irracional das gentes e das almas antigas. Gosto do amor retratado de forma visceral, quase sem sentido, tão diferente da realidade dos filmes ou da nossa sociedade.
Esta obra espelha a também a aceitação de quem se é, de como se vive, a prisão da realidade. É um livro feito de escolhas e de tragédias da vida, que reflete a História do Brasil e do seu povo, nas profundezas rurais.
O enredo é cativante, o ritmo cálido e lento e a linguagem agradável. Quando terminei senti saudades de ler Jorge Amado.

DESTAQUE NAS BIBLIOTECAS_

1507 1
7 X 25 Histórias da Liberdade


Margarida Fonseca Santos


Biblioteca CEN
1507 1
Avô, onde é que estavas no 25 abril?

Ana Markl


Biblioteca EBFA
O Museu
Caderno de Memórias Coloniais

Isabela Figueiredo


Biblioteca ESN
O Museu-dos-Misterios
Mulheres e resistência - novas cartas portuguesas e outras lutas
Rita Rato

Biblioteca ESN
AE NELAS | 2024